Auto-estima?

Bom. Hoje em dia se fala tanto de auto-estima, que às pessoas têm que ter auto-estima. E, essa onda de auto-estima entrou até nas igrejas. A auto-estima é apresentada hoje em dia como se fosse a solução de todos os problemas da vida moderna., como se fosse algo bom para a vida de hoje. Mas, será que a Bíblia corrobora tal coisa?

Em Mateus 16 verso 24, diz o seguinte: “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”.
Marcos 8 verso 34, nos diz: “E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. “
Mateus 23 verso 12, nos diz: “E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.”

O que vemos nós três textos acima é o seguinte: que devemos nos renunciar a nós mesmos, que devemos nos humilhar perante Deus e não nos exaltarmos. Em nenhuma parte da Bíblia nos é mandado ter auto-estima. Não é essa tal de auto-estima o ensino geral das Escrituras. A Bíblia não nos manda ter auto-estima, mas nos manda nos renunciarmos a nós mesmos, tomarmos a nossa cruz e seguir a Cristo, e nos manda a nos humilharmos diante de Deus.

E há dois mil anos atrás foi profetizado o seguinte:
” 1 SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
2 Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
6 Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;
7 Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.” II a Timóteo 3 versos 1 ao 7.

O que este texto nos está mostrando? Que nestes últimos tempos em que estamos vivendo viriam tempos trabalhosos. E qual seria uma das características desse tempo presente? O surgimento de homens amantes de si mesmos, ou seja, com auto-estima,

E quais as características desses homens com auto-estima? “avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”.

E o que nos é ordenado? “Destes afasta-te”.

Portanto, devemos ter auto-estima, ou procurar ter auto-estima? Claro que não. Esse negócio de que precisamos de ter auto-estima é o maior engodo e o maior engano de todos os tempos, e logo veremos as conseqüências terríveis desse ensino perverso da auto-estima, que a cada dia vai levando cada vez mais a sociedade para o abismo.

Bom. Agora, alguém pode argumentar. Jesus mandou: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” E através desse argumento, muitos fazem o seguinte raciocínio: Para amarmos o nosso próximo precisamos primeiro termos auto-estimam e portanto Jesus mandou ter auto-estima e em seguida amar o nosso próximo. E com isto criam um terceiro grande mandamento que é o da auto-estima.

Bom. Vamos ao contexto. O que o contexto nos diz?
“37 E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
38 Este é o primeiro e grande mandamento.
39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
40 Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mateus 22 versos 37 ao 40.

Bom. Jesus nos deixou Dois Grandes Mandamentos e não três. Portanto, não pode haver um terceiro mandamento. Este terceiro mandamento, o da auto-estima, é uma verdadeira distorção do mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Agora, qual o sentido do “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”? O sentido é o seguinte: que devemos doarmos a nós mesmos por amor ao nosso próximo, que devemos fazermos ao nosso próximo aquilo que gostaríamos que se fizesse a nós.

Agora, alguém dirá: Há, então devemos nos odiar? Não é isso o que quero dizer. E, não é isso o que estou ensinando “Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta” Efésios 5 verso 29. Portanto, tudo isso que foi dito aqui, não quer dizer que devemos nos odiar a nós mesmos.

Conclusão:

Nós não devemos termos auto-estima nem nos odiarmos, mas amarmos ao nosso próximo, doando-nos a nós mesmos por amor do nosso próximo, negando-nos a nós mesmos, sabendo muito bem que a Escritura não ensina em nenhuma parte essa heresia muito em voga hoje em dia, que é a heresia da auto-estima.

Que Deus liberte essa nossa geração dessa heresia da auto-estima, e nos leve a um espírito de contrição, de arrependimento, e nos encha do seu poder, do seu Santo Espírito, pois a verdadeira causa do esfriamento espiritual nas Igrejas hoje em dia é justamente causada por esse falso ensino da auto-estima, que têm esfriado a fé de muitos crentes e levado a muitos a apostatarem da fé.

E antes de terminar esse artigo, quero aqui vos deixar uma frase de Charles Haddon Spurgeon, o Príncipe dos pregadores:

Preparem-se meus jovens amigos, para se tornarem cada vez mais fracos; preparem-se para mergulhar a níveis cada vez mais baixos de auto-estima e orem para que Deus apresse este processo.”

Que Deus abençoe a cada um de vós, e orem constantemente para que sejam libertos dessa perniciosa e perigosíssima auto-estima. Que Deus liberte a toda essa geração de hoje dessa tal de auto-estima. Amém!

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